Rara · História

Projeto Azorian

Projeto da CIA de 1974 para resgatar o submarino soviético afundado K-129.

O Projeto Azorian (também chamado de "Jennifer" pela imprensa, em referência ao seu compartimento de segurança ultrassecreto) foi um projeto da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos para resgatar o submarino soviético naufragado K-129 do leito do Oceano Pacífico em 1974, utilizando o navio construído especificamente para esse fim, o Hughes Glomar Explorer. O naufrágio do K-129, ocorrido em 1968, deu-se a aproximadamente 1 560 milhas (2 510 km) a noroeste do Havaí.

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O Projeto Azorian (também chamado de "Jennifer" pela imprensa, em referência ao seu compartimento de segurança ultrassecreto) foi um projeto da Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos para resgatar o submarino soviético naufragado K-129 do leito do Oceano Pacífico em 1974, utilizando o navio construído especificamente para esse fim, o Hughes Glomar Explorer. O naufrágio do K-129, ocorrido em 1968, deu-se a aproximadamente 1 560 milhas (2 510 km) a noroeste do Havaí. O Projeto Azorian foi uma das operações de inteligência mais complexas, dispendiosas e secretas da Guerra Fria, com um custo aproximado de 800 milhões de dólares (equivalente a cerca de 4 a 5 bilhões de dólares em valores atualizados). Os Estados Unidos projetaram o navio de resgate e seu berço de içamento utilizando conceitos desenvolvidos com a Global Marine (ver Projeto Mohole), que empregava seus equipamentos de estabilização de alta precisão para manter o navio praticamente imóvel acima do alvo enquanto descia quase 3 milhas (4,8 km) de tubulações de aço. Os engenheiros trabalharam em conjunto com cientistas para conceber métodos de conservação de papéis que haviam permanecido submersos durante anos, na esperança de recuperar e decifrar os livros de códigos do submarino. Entre os motivos para a realização do projeto estavam a recuperação de um míssil nuclear R-21 (SS-N-5 Serb) intacto, bem como de documentos e equipamentos criptográficos. A União Soviética foi incapaz de localizar o K-129, mas os Estados Unidos determinaram sua localização geral a partir de dados registrados por quatro estações do Air Force Technical Applications Center (AFTAC) e pela cadeia de hidrofones do sistema SOSUS em Adak. Os norte-americanos identificaram um evento acústico em 8 de março originado provavelmente de uma explosão a bordo do submarino, conseguindo delimitar sua localização em um raio de cerca de 5 milha náuticas (9,3 km). O submarino nuclear USS Halibut localizou a carcaça utilizando o "Fish" — um casulo rebocado de 12 pés (4 m) e 2 toneladas curtas (1,8 t) dotado de câmeras, estroboscópios e sonares, construído para resistir a profundidades extremas. A operação de içamento em águas internacionais, conduzida cerca de seis anos mais tarde, utilizou como história de fachada a prospecção e mineração comercial de nódulos de manganês.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: U.S. Government (Public domain) ·

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