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Efanor

A Empresa Fabril do Norte ou Efanor foi uma empresa têxtil, popularmente conhecida por Fábrica dos Carrinhos por ter sido a primeira em Portugal a produzir carrinhos de linha. Fundada em 1907, esta fabrica têxtil pelo gigantismo das suas instalações, viria a revolucionar completamente a paisagem e o ritmo de vida da Senhora da Hora.

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A Empresa Fabril do Norte ou Efanor foi uma empresa têxtil, popularmente conhecida por Fábrica dos Carrinhos por ter sido a primeira em Portugal a produzir carrinhos de linha. Fundada em 1907, esta fabrica têxtil pelo gigantismo das suas instalações, viria a revolucionar completamente a paisagem e o ritmo de vida da Senhora da Hora. Situava-se na Avenida Fabril do Norte, tendo em determinada altura duas filiais, uma em Soure e outra na Trofa. A Efanor seria uma das pioneiras no processo de desenvolvimento industrial português, esta empresa de fiação, para além do peso que teve na economia nacional, constituiu ainda um exemplo muito positivo e inovador no apoio social facultado aos seus trabalhadores, possuindo para além de um bairro, uma creche, dormitórios, complexo desportivo, na altura da sua construção dos mais atraentes e até um corpo privativo de bombeiros. Nos seus tempos áureos teve ao seu serviço mais de 3.000 trabalhadores, entre eles Belmiro de Azevedo. Nos anos 40, seria representativa da política industrial do Estado Novo, que tentava assegurar a possibilidade de produção de linho dentro de Portugal. Henrique Veiga de Macedo visitou a fabrica em 12 de Junho de 1957, em ocasião dos 50 anos, dizendo na ocasião que "A política é a arte da presença". O ano de 1974, marca o início da sua decadência, com as greves dos trabalhadores e mudanças a vários níveis. Houve uma tentativa de reestruturação, tendo em vista a sua sobrevivência e assegurar os postos de trabalho dos cerca de 1000 operários que lá se mantinham, distribuindo-se a produção por três empresas distintas: Nos últimos anos do Século XX, passou por uma crise, própria da indústria têxtil, tentando reduzir-se as despesas e os trabalhadores e consequentemente a produção diminuiu, mas mantiveram-se os fios de linha para tricotar, marca "Coração", linhas para coser, cones para fábricas de confecção e calçado. As suas instalações foram demolidas pelo grupo Sonae, para ser construído um condomínio fechado e outras habitações.

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: ArielSL98 (CC BY-SA 4.0) ·

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