Daptomicina

Composto químico

A daptomicina é um antibiótico lipopeptídeo cíclico derivado da bactéria do solo Streptomyces roseosporus, representando a primeira classe de antimicrobianos conhecida como lipopeptídeos cíclicos a ser aprovada para uso clínico. O seu espetro de atividade é estritamente limitado a bactérias Gram-positivas, sendo particularmente valiosa no combate a patógenos multirresistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes à vancomicina (VRE).

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Daptomicina

Composto químico

A daptomicina é um antibiótico lipopeptídeo cíclico derivado da bactéria do solo Streptomyces roseosporus, representando a primeira classe de antimicrobianos conhecida como lipopeptídeos cíclicos a ser aprovada para uso clínico. O seu espetro de atividade é estritamente limitado a bactérias Gram-positivas, sendo particularmente valiosa no combate a patógenos multirresistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes à vancomicina (VRE).

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A daptomicina é um antibiótico lipopeptídeo cíclico derivado da bactéria do solo Streptomyces roseosporus, representando a primeira classe de antimicrobianos conhecida como lipopeptídeos cíclicos a ser aprovada para uso clínico. O seu espetro de atividade é estritamente limitado a bactérias Gram-positivas, sendo particularmente valiosa no combate a patógenos multirresistentes, como o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) e enterococos resistentes à vancomicina (VRE). Devido à sua estrutura molecular única e ao seu caráter bactericida rápido e dependente da concentração, a daptomicina é frequentemente reservada para o tratamento de infeções graves, incluindo infeções complicadas da pele e tecidos moles, bacteriemias e endocardite infeciosa do lado direito causadas por estafilococos. O mecanismo de ação da daptomicina distingue-se da maioria dos outros antibióticos por não interferir diretamente na síntese da parede celular ou de ácidos nucleicos em primeira instância. Em vez disso, o fármaco liga-se à membrana citoplasmática bacteriana numa reação dependente de iões de cálcio, inserindo a sua cauda lipofílica na bicamada lipídica. Esta inserção causa uma despolarização rápida do potencial de membrana, levando à saída maciça de iões de potássio do interior da célula. Este colapso energético interrompe as funções celulares vitais, como a síntese de ADN, ARN e proteínas, culminando na morte bacteriana sem necessidade de lise celular imediata, o que minimiza a libertação de toxinas inflamatórias. Em termos de farmacocinética, a daptomicina apresenta uma ligação elevada às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina, e uma eliminação predominantemente renal, o que exige ajustes posológicos em doentes com insuficiência renal significativa. Uma característica clínica crucial é a sua inativação pelo surfactante pulmonar, o que torna a daptomicina ineficaz para o tratamento de pneumonias bacterianas, uma vez que o fármaco é sequestrado e neutralizado antes de atingir os patógenos nos alvéolos. A administração é feita exclusivamente por via intravenosa, geralmente uma vez a...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Fvasconcellos (Public domain) ·

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