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Cybercondria

Cybercondria, termo coloquial criado neste século, a partir das palavras cyber (abreviatura de cybernetic, referência à tecnologia da Internet) e “chondria” (do grego, que se refere a uma desordem obsessiva), traduz um tipo de comportamento, que se caracteriza pela prática de chegar a conclusões apressadas (ou errôneas) durante a busca na rede de algum assunto relacionado à saúde, em alguns aspectos assemelhando-se à hipocondria, mas com características particulares da internet. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóst...

Nº Q933899 ★★

Incomum · História

Cybercondria

Cybercondria, termo coloquial criado neste século, a partir das palavras cyber (abreviatura de cybernetic, referência à tecnologia da Internet) e “chondria” (do grego, que se refere a uma desordem obsessiva), traduz um tipo de comportamento, que se caracteriza pela prática de chegar a conclusões apressadas (ou errôneas) durante a busca na rede de algum assunto relacionado à saúde, em alguns aspectos assemelhando-se à hipocondria, mas com características particulares da internet. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóst...

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Na Wikipédia

Cybercondria, termo coloquial criado neste século, a partir das palavras cyber (abreviatura de cybernetic, referência à tecnologia da Internet) e “chondria” (do grego, que se refere a uma desordem obsessiva), traduz um tipo de comportamento, que se caracteriza pela prática de chegar a conclusões apressadas (ou errôneas) durante a busca na rede de algum assunto relacionado à saúde, em alguns aspectos assemelhando-se à hipocondria, mas com características particulares da internet. O fenômeno preocupa os médicos, porque além de causar autodiagnóstico e automedicação, pode evoluir para ansiedade e síndrome do pânico. De acordo com pesquisas internas do Google, 61% dos americanos adultos buscam informações de saúde – ou, como se costuma dizer ironicamente, consultam o Dr. Google. A "Pew Internet & American Life Project" concluiu que 6 milhões de pessoas entram todo o dia na rede atrás de alguns conselhos médicos. A grande oferta de sites especializados colabora para a autossugestão. Um exemplo é o site americano de informações de saúde WebMD, que disponibiliza uma animação do corpo humano para o autodiagnóstico. O usuário clica na região onde tem dor e ele abre uma tabela com sintomas que corresponderiam à determinada área e à doença relacionada. Também preocupada com o problema, a Microsoft decidiu fazer um estudo interno com seus funcionários para descobrir quantos eram adeptos da prática. O estudo, publicado no “New York Times” e na rede, sugere que o autodiagnóstico via internet leva normalmente a pessoa a concluir que está muito pior do que seu real estado de saúde. O coordenador do estudo, Eric Horvitz, percebeu que ao pesquisar dor de cabeça as pessoas recebem praticamente a mesma quantidade de resultados ligando a condição a um tumor cerebral e à abstinência de cafeína – mesmo que a primeira seja muito mais rara. A cybercondria não se caracteriza como uma...

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. ·

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