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Bija

No Hinduísmo e Budismo, o termo sânscrito बीज (bīja) (em japonês: shuji (種子; literalmente "semente")), é usado como metáfora para a origem ou causa das coisas e é cognato ao bindu. A metáfora é consideravelmente estendida nos ensinamentos somente perceptivos da escola Yogacara do Budismo.

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De acordo com essa teoria, todas as experiências e ações produzem bīja como impressões, armazenados na consciência alaya (armazém). O mundo externo é produzido quando as sementes "perfumam" essa consciência. Esta visão do bīja tem sido equiparada a memes, com a própria teoria postulando uma forma extrema de memética (por exemplo: realidade e existência constituídas puramente por memes). No Budismo Vajrayana e no Hinduísmo, o termo bīja é usado para "sílabas semente" místicas contidas em mantras. Essas sementes não têm significados precisos, mas são consideradas por carregar conexões com princípios espirituais. A sílaba bīja mais conhecida é Om, primeiramente encontrada nas escrituras hindus dos Upanixades. Madhu Khanna, estudioso das filosofias ocidental e oriental, liga mantras e yantras à formas pensadas: Mantras, as sílabas em sânscrito inscritas em yantras, são essencialmente 'formas pensadas' representando divindades ou poderes cósmicos, que exercem suas influências por meio de vibrações sonoras. Em algumas tradições tântricas, os bīja do Varnamala (em sânscrito: वर्णमाला Varṇamālā, "guirlanda de letras", que pode ser representada como "alfabeto") são entendidos como representações icônicas e materializações sonoras das matrikas (um grupo de deusas).

Texto: Wikipédia, CC BY-SA 4.0. · Imagem: Tpksg at English Wikipedia (Public domain) ·

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